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Mesmo na pandemia, volume de IPOs cresceu 344% no Brasil em 2020

No ano passado, principalmente a partir do segundo trimestre, os impactos da pandemia do novo coronavírus chegaram com tudo no Brasil, e a economia sentiu o impacto, com o fechamento de comércio, restaurantes e unidades culturais.

Mas, aparentemente, isso não fez desacelerar o apetite do mercado financeiro, que viu o volume de IPOs (oferta inicial de ações) crescer incríveis 344% em 2020. É o maior volume desde 2007.

Foto: Blog do Rica

As informações são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), repercutidas pelo portal de notícias G1.

De 2019 para 2020, o volume saltou de R$ 10,2 bilhões para R$ 45,3 bilhões. O número de negócios cresceu de 5 para 27.

Ofertas iniciais de ações são a “estreia” dos papéis de uma empresa na bolsa de valores: o momento em que investidores podem comprar suas ações, e a companhia passa a ser listada nos pregões, com valor sujeito a variações dependendo dos movimentos de compra e venda.

Segundo especialistas ouvidos pelo Yahoo, o principal motivo da “febre dos IPOs” em 2020 foi a sustentação de uma política de juros baixos, que incentivou investidores individuais a procurar opções de investimentos de renda variável.

Fonte: Yahoo Finanças

Mercado Livre planeja expansão de frota elétrica após captação

O Mercado Livre quer aumentar o número de veículos elétricos em sua frota de 70 para 1.000 ou mais, após concluir uma emissão de dívida de US$ 1,1 bilhão que incluiu uma tranche de US$ 400 milhões em títulos sustentáveis.

A empresa de comércio eletrônico, cuja estratégia logística inclui aviões de uso exclusivo de companhias aéreas já existentes no Brasil e no México, planeja expandir a frota de veículos movidos a energia elétrica na região em ao menos 14 vezes, de acordo com André Chaves, vice-presidente sênior da empresa de Buenos Aires.


“Temos visto um desempenho muito bom e a ideia é acelerar a adoção de veículos elétricos em nossa malha”, disse Chaves, em entrevista.

O Mercado Livre, que possui 10 mil vans de entrega só no Brasil, está dando os seus primeiros passos em direção ao mundo elétrico à medida que as ações da companhia mais do que dobraram de preço nos últimos 12 meses, impulsionadas pelo aumento do interesse em compras online diante das restrições trazidas pela pandemia. Em 2019, a Amazon, maior varejista de comércio eletrônico do mundo, anunciou planos para comprar 100 mil veículos elétricos e se comprometeu a zerar sua pegada de carbono até 2040.

A oferta de títulos do Mercado Livre veio após emissões de dívida sustentável por parte de empresas e governos da América Latina e do Caribe somarem um recorde de US$ 17,6 bilhões no ano passado, lideradas por mais de US$ 6 bilhões em vendas de títulos verdes, segundo dados compilados pela BloombergNEF.

A demanda total pelos títulos de cinco e 10 anos do Mercado Livre atingiu mais de US$ 12 bilhões, disse Nemesio Lozano, diretor de tesouraria da empresa. A oferta atraiu muito interesse de investidores dedicados a ESG, disse.

Os US$ 700 milhões em títulos com vencimento em 2031, que começaram a ser negociados em 7 de janeiro, caíram 0,4 centavo nesta semana, para 100,4 centavos de dólar.

O Mercado Livre também pretende usar parte dos recursos levantados para ampliar a concessão de crédito a pequenas empresas e empreendedores, muitos dos quais estão tomando empréstimo pela primeira vez, segundo Chaves.

Por: Vinícius Andrade e Scott Squires

Foto: Gazeta do Povo

Governo Bolsonaro exige que Butantan entregue doses da CoronaVac

O Ministério da Saúde enviou um ofício ao Instituto Butantan nesta sexta (15), exigindo que o órgão entregue as 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China para que sejam distribuídas pelo país.

De acordo com o ofício assinado por Roberto Ferreira Dias, diretor do Departamento de Logística em Saúde do ministério, o pedido é urgente, já que o ministério “precisa fazer o devido loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa”, de acordo com o Plano Nacional.


A CoronaVac, em parceria do laboratório chinês SinoVac com o Butantan, foi submetida à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso emergencial, assim como a vacina da Fiocruz em parceria com a AstraZeneca. A decisão da agência reguladora será tomada no próximo domingo (17), em transmissão ao vivo.

Em reunião com prefeitos na quinta (14), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que se os imunizantes forem aprovados, a vacinação começará na próxima quarta (20), às 10h, simultaneamente em todas as capitais do país.


Por: Redação Yahoo Noticias

Foto: Nelson almeida/AFP

Fabricante de oxigênio diz enfrentar crise sem precedentes no Amazonas

Uma das maiores fornecedoras de oxigênio hospitalar no Brasil, a empresa White Martins, afirmou que enfrenta um “cenário de crise sem precedentes” e que “vem se agravando a cada dia”, particularmente no Amazonas. No estado, a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e o aumento exponencial do número de casos da covid-19 sobrecarregou as unidades de saúde da capital, Manaus. A escalada da doença causou a falta de oxigênio medicinal em hospitais públicos e privados.

Foto: Jornal da Economia

Segundo a empresa, o aumento da demanda por oxigênio hospitalar no estado alcançou os 70 mil metros cúbicos (m3)  por dia esta semana. Isto equivale a quase o triplo dos 25 mil m3/dia que a empresa conseguia produzir diariamente em sua fábrica de Manaus até recentemente.

A título de comparação, a White Martins explica que, antes da confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, no final de fevereiro de 2020, a fábrica utilizava apenas metade de sua capacidade produtiva. “Isso era suficiente para atender a todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial que, juntos, somavam um consumo da ordem de 10 a 15 mil m3/dia”, informou a empresa, em nota. Mesmo durante o pico da primeira onda da doença, entre abril e maio de 2020, o consumo estadual do produto não superou os 30 mil m3/dia.

Intimada pela Justiça do Amazonas a manter o fornecimento a um hospital particular de Manaus de “quantidades suficientes” de oxigênio, a empresa afirma que já ampliou “até o limite máximo da capacidade de produção da planta [industrial] de Manaus”, elevando-a para 28 mil m3/dia – o que não basta para suprir o atual consumo conjunto de cinco hospitais da capital amazonense.

Venezuela

Para fazer frente a crise, a White Martins afirma estar adotando uma série de medidas, entre elas a importação de parte do oxigênio que produz na Venezuela.

Ontem (14), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, confirmou, por meio das redes sociais, que conversou com o governador do Amazonas, colocando à disposição todo o oxigênio necessário “imediatamente”.

Também nas redes sociais, Wilson Lima agradeceu a ajuda da Venezuela e dos estados brasileiros que ofereceram apoio. Pacientes diagnosticados com a covid-19 estão sendo transferidos de Manaus para hospitais de outras oito unidades da federação (Ceará, Goiás, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Norte)

Reativação

Além de importar o produto da Venezuela, a White Martins estuda reativar sua antiga fábrica em Manaus, desativada desde 2009, quando a atual começou a operar. Funcionários da empresa estão avaliando o estado de conservação dos equipamentos e as medidas necessárias para que a unidade comece a operar – o que a White Martins espera que aconteça entre 30 e 45 dias. Com isso seria possível produzir mais cerca de 6 mil m3 de oxigênio/dia.

A pedido da empresa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a White Martins a produzir oxigênio medicinal a 95% - um percentual de pureza inferior aos atuais 99% - e distribuí-lo às unidades da rede estadual de saúde. Válida por 180 dias, a medida permitirá o aumento da sua capacidade de fabricação. Segundo a White Martins, a “flexibilização” do percentual poderá aumentar a capacidade produtiva da planta de Manaus em aproximadamente 2.000 metros cúbicos diários.

Logística de guerra

Há, no estado, outros fornecedores locais de oxigênio, mas eles atendem a uma pequena parcela da demanda. Uma delas, a Nitron da Amazônia, também já foi acionada na Justiça para manter o fornecimento aos hospitais da Unimed de Manaus

Segundo representantes dos governos federal e estadual, a incapacidade da fábrica da White Martins atender, praticamente sozinha, a toda a atual demanda do estado é agravada pelas dificuldades logísticas para fazer com que o produto proveniente de outros estados cheguem a Manaus.

Parte das adversidades vem sendo enfrentada com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao longo da última semana, aviões cargueiros militares já transportaram ao menos 350 cilindros e 12 isotanques contendo oxigênio. De acordo com o Ministério da Defesa, a ação exige uma verdadeira “logística de guerra”.

Ontem a noite, a Justiça Federal do Amazonas deu prazo de 24 horas para que a União e o estado do Amazonas apresentem um plano urgente para resolver o desabastecimento de oxigênio na rede de saúde, de modo a “garantir o direito fundamental à vida durante a pandemia”.

Apreensões

Policiais civis e militares apreenderam na tarde desta quinta-feira, em Manaus, um caminhão com 33 cilindros de oxigênio, dos quais apenas sete estavam vazios. Segundo a Polícia Civil, o produto estava sendo vendido de forma irregular, por preços superiores aos habituais.

Em nota, a Polícia Civil informou que um homem de 38 anos foi detido e deve responder judicialmente por reter produtos para especulação. Ao ser interrogado, o homem teria dito que é dono de uma empresa que comercializa cilindros de oxigênio. Com medo de que alguém invadisse o estabelecimento em busca do material, decidiu colocar os cilindros em um caminhão que estacionou distante da empresa.

Dos 26 cilindros que continham o produto, 11 foram destinados ao Hospital Beneficente Português; seis para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas; seis para o Hospital São Raimundo e três para o Coroado. De acordo com a Polícia Civil, o homem detido afirmou que o oxigênio tinha sido envasado na quarta-feira (13).


Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil 

China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil

O Boletim de Comércio Exterior (Icomex) divulgado, hoje (15), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre) aponta que o único resultado positivo em 2020 no setor foi o superávit comercial. A análise foi feita diante do cenário de superávit da balança comercial de US$ 50,9 bilhões, dos investimentos estrangeiros no país de janeiro a novembro de US$ 33 bilhões e da previsão de recuo no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 4,7%. Mesmo positivo, o superávit comercial contribuiu para a queda do déficit em conta-corrente em um momento de retração da entrada de capital no país.


De acordo com o Icomex, a China contribuiu com US$ 33,6 bilhões no superávit, enquanto entre os principais parceiros a contribuição dos Estados Unidos foi negativa. O saldo com a União Europeia foi positivo em US$ 1,5 bilhão, no entanto, o valor é abaixo dos países da América do Sul, inclusive Argentina, de US$ 6 bilhões, e do restante da Ásia.

Na edição de dezembro, o boletim do Icomex estimava um superávit de US$ 55 bilhões. A diferença entre a previsão e o fechamento, segundo o Ibre, foi provocada por uma importação de US$ 4,8 bilhões de plataformas de petróleo, que provocou um déficit na balança comercial de dezembro de US$ 41,6 milhões. “Sem as plataformas, o superávit em dezembro seria de US$ 4,7 bilhões e a nossa estimativa para o ano estaria correta”, diz o boletim.

A análise destaca também que mesmo excluindo as plataformas, as importações aumentaram na comparação interanual, o que também ocorreu no mês de novembro. “Esse resultado sinaliza um movimento de ompras positivo e, logo, de alguma melhora no nível de atividade”.

Commodities

O desempenho das commodities, na avaliação do Ibre, explica os 66% do valor exportado em 2020, o que representa o maior percentual da série histórica iniciada em 1998, quando foi de 40%. O valor das exportações de commodities cresceram 0,5% de 2019 para 2020 e das não commodities recuaram 18,5%. Em volume, as commodities cresceram 7,4% e as não commodities recuaram 13,5%.

Com o aumento de volume de 7,4%, o setor agropecuário foi líder nas exportações brasileiras em 2020, explicada pelo aumento do volume das exportações para a China (17%). A participação do país saiu de 28,1% para 32,3% de 2019 para 2020. Os demais países da Ásia também registraram contribuição positiva de 11,1%, e explicam 14,9% das exportações brasileiras. 

Ainda na comparação anual, todos os outros principais parceiros recuaram nas exportações. No mês de dezembro repetiu-se o comportamento do mês de novembro, quando foi registrado aumento das vendas para a Argentina, demais países da América do Sul e outros países da Ásia.

De 2019 para 2020, o volume importado teve queda em todos os setores e a indústria extrativa registrou a maior queda, de 16,1%. Em dezembro, a indústria de transformação foi destaque com variação positiva de 12,7% nas vendas externas e aumento de 66,8% nas compras. “Aqui, no entanto, é preciso descontar o efeito das plataformas [de petróleo]. Sem as compras de plataformas, a variação foi de 21,2%”, diz o boletim.

A queda nas importações puxada pela recessão do nível de atividade influenciou o superávit da balança comercial, como também o aumento nas exportações de commodities direcionadas para a China, que reduziu a queda nas vendas externas em um ano de forte retração na demanda mundial, diz ainda o Icomex.

Previsões para 2021

O boletim indica que as incertezas relacionadas à pandemia ainda não desapareceram dos cenários mundial e do Brasil, mas alguns pontos sugerem condições positivas para as exportações brasileiras. O primeiro está ligado à alta nos preços das commodities, que já começou a ser observado no segundo semestre de 2020 e se refletiu na melhora dos termos de troca, a partir de julho de 2020. 

“Os investimentos chineses demandaram compras de minério de ferro e cobre. Ademais, os preços de alguns alimentos como soja, carne, e de trigo, cresceram com retrações de oferta devido a secas e os efeitos que ainda perduraram da crise suína na China”.

Ainda conforme a análise, há um certo grau de sincronização de pacotes fiscais expansionistas na Europa, Estados Unidos e China, que sustentam o aumento da demanda. Para o Ibre, a posse de Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos poderá intensificar as políticas expansionistas e, assim, provocar o enfraquecimento do dólar, que costuma ser acompanhado do aumento dos preços de commodities.

“O aumento de preços das commodities é uma boa notícia para o Brasil. A melhora nos termos de troca associada aos preços de commodities ajuda as exportações brasileiras de manufaturas com os parceiros sul-americanos exportadores de commodities. No entanto, para que o Brasil continue sendo um dos líderes nas vendas de commodities, especialmente agrícolas, o governo deve priorizar sua política ambiental e climática”, recomenda o Ibre.

Por: Cristina Indio do Brasil

Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil 

Produção agropecuária de 2020 alcança R$ 871 bilhões

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 alcançou R$ 871,3 bilhões, tornando-se o maior da série histórica desde 1989. O crescimento real foi de 17%. O segundo melhor resultado ocorreu em 2015, com R$ 759,6 bilhões. Os dados já incluem as estatísticas de dezembro do ano passado.

Foto: CNA/Wenderson Araújo/Trilux

As lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. De acordo com nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os produtos que mais contribuíram para o resultado foram o milho, com crescimento real de 26,2%, a soja, com 42,8%, a carne bovina, com 15,6%, e a carne suína, com 23,7%.

O faturamento da soja, do milho e da carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente. Destaca-se ainda a contribuição positiva da produção de ovos em 2020.

Segundo a pasta, as variáveis determinantes para os resultados estão relacionadas aos preços dos produtos no mercado interno, às exportações favoráveis para grãos e carnes e à produção da safra de 2020.

Produção

As primeiras estimativas para 2021 indicam crescimento do VBP de 10,1% (R$ 959 bilhões). Os principais destaques são arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial bovinos, suínos, frangos e leite.

ranking dos principais produtos em 2021 aponta para a soja, o milho, café e algodão, responsáveis por 82,6% do faturamento esperado para as lavouras.

Na pecuária, bovinos, frangos e leite devem liderar os resultados do VBP, com participação de 85,9% no faturamento.

A lista dos estados campeões na agropecuária deve permanecer com Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

VBP 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getulio Vargas. A periodicidade é mensal, com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Agência Brasil

Distribuição da vacina aos municípios será realizada por aviões, helicópteros e veículos terrestres

 A informação foi dada por Camilo Santana durante visita ao Centro de Distribuição de Medicamentos da Sesa. De acordo com ele, o Estado já comprou seringas, agulhas e refrigeradores para armazenar as doses. Ele afirmou ainda que, para além da expectativa das vacinas via Ministério da Saúde, o Ceará vem mantendo contato com outras embaixadas e laboratórios para a aquisição do imunizante

Para acelerar a chegada das vacinas a todos os municípios cearenses, o governador Camilo Santana informou que o Governo do Ceará preparou um plano de logística que irá utilizar transporte aéreo e terrestre para a entrega das doses. O anúncio aconteceu na manhã desta sexta-feira (15) durante visita ao Centro de Distribuição de Medicamentos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), em Maracanaú, onde estão armazenadas parte das seringas e agulhas adquiridas para garantir a vacinação contra a Covid-19.


Ao lado do secretário da Saúde, Dr. Cabeto, o chefe do Executivo estadual destacou que o Ceará já está com tudo preparado para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem. “Estamos aguardando a liberação da Anvisa para as vacinas que estão sendo adquiridas pelo Ministério da Saúde. Há uma perspectiva muito positiva para que a gente possa iniciar ainda esse mês. Já temos seringas, agulhas, álcool, algodão. A Secretaria (da Saúde) comprou vários refrigeradores e distribuiu 160 nos municípios. Estamos preparando toda a logística para entregar e distribuir essa vacina o mais rápido possível aos municípios. Vamos fazer isso de forma aérea, com helicópteros e aviões, e também por terra, com veículos” disse Camilo.

Além das doses fornecidas pela União, o governador salientou que o Governo do Ceará vem buscando outros meios para garantir o imunizante. “Ontem entramos em contato com as embaixadas de outros países. Também estamos fazendo contatos e negociações com outros laboratórios de fornecimento de vacinas para o Ceará. Não temos medido esforços para que a gente possa garantir que a vacina chegue o mais rápido possível”, enfatizou.

O secretário Dr. Cabeto reforçou que o planejamento já foi feito e, agora, é aguardar a chegada das vacinas. “O Ceará se antecipou e está com tudo isso programado, estruturado, já com uma logística muito bem estudada”, pontuou o titular da Sesa.

CD de Medicamentos

Localizado em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, o Centro de Distribuição de Medicamentos da Sesa tem garantido a oferta de medicamento, insumos e equipamentos para as unidades de saúde do Ceará. Essa eficiência, na visão de Dr. Cabeto, é fruto da organização implementada no local. “Estamos cada vez mais melhorando tecnicamente o controle dos estoques, a previsão para que não haja falta de medicamento, a distribuição adequada para os hospitais. Tudo isso de uma maneira muito planejada”, disse o secretário.

O governador Camilo Santana se mostrou contente com a organização que viu nos processos de armazenamento, controle e distribuição. “O controle precisa ser muito rigoroso na distribuição para não deixar faltar e garantir a validade dos medicamentos e insumos. É um sistema todo informatizado, que você sabe quanto é que tem de estoque, qual o produto, o prazo de validade”, comentou.

Fhilipe Augusto - Texto
Carlos Gibaja - Foto