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» » » Caminhões de freios puxados

Tiburcio Bezerra de Morais

Nas estradas, os caminhões adormecem e vão parando lentamente, um atras do outro. Constroem filas intermináveis, que mais se parecem enormes jiboias anestesiadas.Seriam belos ornamentos, se não fossem as razões sombrias dos seus condutores. Representariam um espetáculo inusitado, sem os carregamentos que, também, dormem sem destino.
As cargas representam os elementos vitais da economia nacional. Razão por que se diz que os caminhões são o Brasil sobre rodas. No dorso dos caminhões viajam matérias primas e bens de consumo para abastecerem todos os setores de nossa cadeia produtiva e para suprirem a população em suas múltiplas carências. Agora, apesar dos seus muitos destinos, as cargas dormem nos acostamentos das estradas.
E por que dormem? Eis a questão. Dormem por causa dos preços dos combustíveis. Tornaram-se insuportáveis e até extorsivos. Os constantes aumentos desorganizam o planejamento dos caminhoneiros, que perdem a noção dos custos de sua atividade. Acumulam prejuízos e questionam o seu próprio labor. Vale a pena?
A princípio, o Governo duvidou das intenções dos caminhoneiros, talvez pela falta de adesão do povo aos movimento das ruas. Poderia ter agido a tempo de evitar a paralisação. A ação do Governo passaria fatalmente pela contenção dos preços, aliviando a tributação dos combustíveis.
Sob o argumento de que o tesouro nacional enfrenta o mais grave desequilíbrio fiscal da história, tudo o que as autoridades não querem é falar em subtrair receitas. Sem outra saída, pediram trégua aos grevistas, enquanto constroem uma solução técnica para o impasse.
A PETROBRAS não abre mão de sua nova política de preços e os caminhoneiros não estão dispostos a continuar bancando o deficit brasileiro. Na mesma trilha andam os milhões de proprietários de veículos do país, que se mostram incomodados com os elevados preços dos nossos combustíveis.
Os reflexos negativos desta nova crise estão estampados na alta do dólar, na queda da bolsa, no índice de crescimento, no grau de confiança dos investidores, nas taxas de inflação futura e no baixíssimo índice de popularidade do próprio governo.
Num cenário confuso, o pais prepara-se para novas eleições. Num clima de retaliação, o povo se prepara para dar um troco aos políticos. A ordem é eliminar carreiristas corruptos e oportunistas incompetentes. A ordem é recolocar os caminhões nas estradas e o Brasil nos eixos.

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