Imagens de tema por kelvinjay. Tecnologia do Blogger.

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA ACESSAR O SITE DO GOVERNO DO CEARÁ

Slider

Últimas Postagens

Notícias

Negócios

Política

Sociedade

Entretenimento

Cidades e Entrevistas

» » » » Ataques e recados diários de Doria a Bolsonaro já incomodam aliados

"Podem ter certeza de que o amor vencerá o ódio e a razão vencerá a insensatez.
A frase do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dita em entrevista a jornalistas nesta terça (7) num contexto de declarações sobre a Páscoa em meio à pandemia de coronavírus, pode parecer aos desavisados referência à religião ou a um futuro em que a doença esteja superada.
Getty Imagem
Quem acompanha as coletivas de imprensa do governador, porém, sabe que esse foi mais um recado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O encontro diário com os jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, de forma virtual ou presencial, começou em 12 de março e foi adotado para anunciar as ações do estado contra o coronavírus. Mas o tucano também tem usado o espaço para atacar seu principal adversário político.

Doria foi eleito em 2018 pegando carona na popularidade de Bolsonaro, rompeu com ele no início de 2019 e agora tornou-se antagonista do presidente por defender o isolamento da população. A medida é recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), enquanto o Palácio do Planalto incentiva a volta ao trabalho de quem não pertence a grupos de risco.
Como o governador planeja se candidatar à Presidência da República em 2022, a pandemia lhe deu a janela perfeita para enterrar o "BolsoDoria" e partir para a oposição ao presidente que deverá enfrentar nas urnas.
Os dois chegaram a discutir em reunião com governadores --Bolsonaro disse que a possibilidade de ser presidente subiu à cabeça de Doria.
Nas coletivas, os jornalistas muitas vezes nem precisam perguntar ao governador sobre Bolsonaro -ele inicia as críticas sem ser questionado.
As entrevistas duram cerca de uma hora: a primeira metade é reservada para o anúncios de medidas e o discurso político de Doria; a segunda metade é para responder aos repórteres.
O governador reveza sermões diretos ao presidente com menções mais sutis, a depender da temperatura em Brasília. Chega a mencioná-lo como interlocutor e dá conselhos a ele.
"Presidente, não politize a questão, não transforme isso em palanque político, nós não estamos transformando. Os 27 governadores estamos preocupados em salvar vidas", disse após a discussão com Bolsonaro em 25 de março.
"É preciso coerência, presidente. Seja moderado, equilibrado", recomendou em 1º de abril. Em mais de uma ocasião, orientou Bolsonaro a se afastar do chamado "gabinete do ódio" no Planalto.
Foi também em uma coletiva que Doria pediu aos brasileiros: "não sigam as orientações do presidente da República". Pesquisa Datafolha mostrou que 57% acham que o governador está correto.
Rodeado de médicos e especialistas, Doria bate na tecla de que pauta suas ações "pela verdade e pela ciência". Na segunda (6), em dura mensagem a Bolsonaro, pregou o "afastamento do populismo, do achismo, da visão ideológica torpe, fraca e medíocre".
O movimento do governador não passou despercebido. Adversários o acusam de transformar as coletivas em palanque político e até aliados tucanos avaliam que o confronto com Bolsonaro tomou dimensão indesejada.
Como resultado, Doria virou alvo de protestos e ameaças de bolsonaristas.
Comentários na transmissão online das entrevistas afirmam que a coletiva é "horário político antecipado" e chamam o governador de Judas. "Pai eterno, vai começar o blablablá em vez do que todos querem saber", comenta um.
Há ainda falas em defesa do governador --de quem votou nele e diz não se arrepender e de novos fãs. "Não gostava do senhor, mas estava errada", comenta outra.
CAROLINA LINHARES 
Folhapress

«
Próxima
Postagem mais recente
»
Anterior
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Deixe seu comentário