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» » » Bolsa dispara e dólar tem forte queda no primeiro pregão após divulgação de reunião ministerial

O mercado financeiro segue reagindo de maneira positiva ao vídeo da reunião ministerial do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), divulgado na última sexta (22).
Mesmo com feriado nos Estados Unidos nesta segunda (25), a Bolsa brasileira fechou em alta de 4,25%, a 85.663 pontos, o maior patamar desde 10 de março, pregão seguinte ao primeiro dos seis circuit breakers deste ano. O circuit breaker interrompe as negociações na Bolsa quando a queda do principal índice acionário do país, o Ibovespa, supera 10%.
O dólar caiu 2,1%, a R$ 5,457, menor valor desde 30 de abril. O turismo está a R$ 5,67.
Na sexta, o mercado futuro teve desempenho semelhante após a divulgação do vídeo. O Ibovespa futuro —contrato derivativo do Ibovespa negociado até 18h—, que operava em queda, inverteu o sinal e fechou em alta de 1,35% e o dólar futuro ampliou queda para R$ 5,53.
Desde que bateu o recorde nominal (sem contar a inflação) a R$ 5,904 em 13 de maio, o dólar acumula queda de 7,5%. Já o Ibovespa, desde o seu vale, aos 63 mil pontos em 23 de março, acumula uma alta de 34,76%.
No ano, porém, o real é a moeda que mais se desvaloriza no mundo, com alta de 36% do dólar no Brasil e o Ibovespa cai 26%.
“A reunião não foi positiva, mas foi menos negativa do que se esperava. Muitos acreditavam que teria algo muito contundente no vídeo que pudesse derrubar o presidente” diz Daniel Herrera, analista da Toro Investimento, que não vê novidades nas falas dos ministros ou do presidente.
O vídeo foi apontado como prova, pelo ex-ministro Sergio Moro, de que Bolsonaro tentou interferir no comando da Polícia Federal.
Investidores temiam um conteúdo mais revelador, que envolvesse falas negativas sobre a China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
“O tão aguardado vídeo da reunião ministerial, não trouxe nada de novo, desta forma, as tensões se voltam para o depoimento de Paulo Marinho, afirmando ter entregue provas ao inquérito que corre no STF”, diz relatório da Terra Investimentos.
Marinho prestará depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça (26) após o empresário dizer à Folha de S.Paulo que a família do presidente soube antecipadamente de uma operação da Polícia Federal (PF) por um vazamento.
"Sem uma prova cabal da acusação de Moro sobre a interferência de Bolsonaro na PF, que retira da frente o risco de um iminente impeachment, como também o apoio irrestrito ao ministro Paulo Guedes, a nuvem pesada que pairava sobre o clima político deu uma bela dissipada e abriu caminho para a forte alta do Ibovespa", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.
Segundo analistas, a reunião afastou a hipótese do ministro Paulo Guedes (Economia) sair do governo. Após a saída de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde e de Sergio Moro do Ministério da Justiça, investidores temiam que Guedes fosse o próximo.
“Bolsonaro apontou Guedes como o principal ministro na reunião. A relação entre os dois está muito boa, e o mercado repercute isso”, diz Daniel Herrera, analista da Toro Investimentos.
Na reunião, Bolsonaro disse que tem o poder de interferir nos ministério, mas salientou que nunca teve problema com Guedes, em um sinal de independência do ministério da Economia.
“E eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou!”, disse o presidente
Quando o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, tomou a palavra para falar do plano de retomada econômica, que chamou de Plano Marshall brasileiro, Bolsonaro indicou que o parecer de Guedes é o mais importante na discussão.
“Vamos dar a palavra ao Paulo Guedes, acho que é, com todo respeito aos demais, acho que é o ministro mais importante nessa missão aí”, disse o presidente.
O plano, chamado de Pró-Brasil, foi desenvolvido pela Casa Civil e criticado por Guedes, que o chamou de "um novo PAC", em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento de gestões petistas.
O programa sob liderança de Dilma Rousseff consumiu bilhões do caixa da União. O PAC terminou como um conjunto de obras paradas e inacabadas.
A ausência da pasta econômica no projeto levantou temores da saída de Guedes do governo.
“Não se fala Plano Marshall, porque é um desastre. Vai revelar falta de compreensão das coisas. A segunda coisa é o seguinte, é super bem-vinda essa iniciativa, para nos integrarmos todos. Agora, não vamos nos iludir. A retomada do crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo pela abertura da economia, pelas reformas. Nós já estávamos crescendo”, disse Guedes na reunião de 22 de abril.
Para analistas, as falas de Guedes não são uma novidade. O ministro segue a agenda econômica liberal, que prioriza os investimentos privados para o desenvolvimento do país.
Nesta linha, Guedes voltou a defender a privatização do Banco do Brasil. Segundo o ministro, a instituição estaria pronta para ser vendida para a iniciativa privada.
"É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou que o BNDES e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo", disse Guedes.
Com a fala do ministro, as ações do Banco do Brasil subiram 10,2%, a R$ 31,41. A valorização da estatal impulsionou o setor e as ações preferenciais (sem direito a voto) do Bradesco saltaram 7%. O Itaú subiu 4,36% e o Santander, 5,57%.
“O mercado interpretou a reunião como algo com menor potencial de causar um aumento da instabilidade política. Além disso, o mercado internacional está bem otimista com a retomada da economia, com alguns países europeus já retornando suas atividades”, diz Igor Cavaca, analista da Warren.
Bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda, depois que um indicador de confiança empresarial da Alemanha mostrou recuperação em maio, com resultados corporativos positivos ajudando o sentimento.
A Bolsa de Frankfurt subiu 2,9%, para o nível mais alto desde 6 de março, recuperando quase 38% ante a mínima deste ano. O índice europeu Stoxx 600 ganhou 1,47%.
As ações da Lufthansa saltaram 7,5% depois que o governo alemão aprovou um pacote de 9 bilhões de euros para a empresa Segundo uma porta-voz, a companhia retomará os voos a 20 destinos a partir de meados de junho.
Na Bolsa brasileira, as ações da Via Varejo saltaram 15,5% depois que a empresa concluiu a compra de 100% do banco digital banQi da americana Airfox. Segundo analistas, a aquisição é uma medida importante para a dona das Casas Bahia na disputa do varejo online. 

JÚLIA MOURA
Folhapress

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