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» » » Após suspender contratos, Coco Bambu demite 20% dos funcionários

Após adotar a Medida Provisória 936, que autoriza a suspensão de contratos por até dois meses, a rede de restaurantes Coco Bambu decidiu cortar quase 20% de sua força de trabalho. Segundo funcionários ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo, a empresa começou a demitir aqueles que estavam com contratos apenas suspensos.

De acordo com esses relatos, nem todos receberam o valor integral da rescisão trabalhista, que é aumentado por exigência da MP 936. A empresa nega as acusações de que não pagou integralmente o que devia e diz que chegou ao limite do programa do governo.
Foto:Blog NE10-UOL


A empresa anunciou a suspensão de contratos em abril. Com o fim do prazo de dois meses previsto pela MP 936, 1.500 funcionários foram demitidos, equivalente a 20% dos 7.000 na folha de pagamento. A Coco Bambu não diz quantos deles foram incluídos no programa do governo.
Os irmãos Ronald e Ronan Aguiar, sócios na rede, negam que alguém tenha ficado sem receber os direitos trabalhistas. "A gente recebe [a denúncia] com muito espanto e fica até um pouco chateado porque fez tudo da forma mais correta possível", diz Ronald.
Garçons, cozinheiros, ajudantes, recepcionistas e maîtres disseram que a empresa justificou as demissões dizendo que a situação econômica estava difícil e que o faturamento com o serviço de delivery não conseguia cobrir todos os gastos.
Três dos oito trabalhadores ouvidos pela Folha disseram ter recebido corretamente as verbas rescisórias e indenizatórias, como as multas do Fundo de Garantia e da demissão no período de estabilidade. Os demais afirmam ter recebido um envelope com dinheiro que corresponderia ao acerto final, mas os valores eram menores do que o recibo da demissão indicava.
A empresa teria sugerido a funcionários que assinassem o termo de rescisão mesmo com valores incorretos para que fossem chamados de volta quando as atividades da rede voltarem ao normal. "Ficou claro que você tinha que assinar para garantir voltar quando as lojas reabrirem", diz um funcionário que trabalhou na unidade do Anhembi por quatro anos.
O sócio-diretor da unidade atribui os relatos à incompreensão com a situação e com o cálculo das demissões. Ele diz que funcionários podem ter ficado chateados com o fato de terem sido cortados. Ronald Aguiar diz que, no dia em que as demissões foram efetivadas, alguns pediram para receber os valores em dinheiro, pois estavam com suas contas-correntes negativadas.
Um garçom que trabalhou na casa por cerca de quatro anos relata ter feito esse pedido, mas diz que os valores estavam corretos. Outra funcionária do salão diz, no entanto, que o envelope que recebeu tinha o equivalente a 30% do que teria direito na demissão sem justa causa.
"Pagaram em dinheiro vivo. Quando eu estava voltando para casa vi que o recibo tinha um valor bem maior. Praticamente recebi só um salário", afirma uma ex-empregada. Antes de ir embora, ela diz que teve de fazer uma carta de próprio punho dizendo que a empresa havia pago corretamente todos os valores.
A MP 936 autoriza as empresas a suspender os contratos de funcionários por até dois meses. Nesse modelo, se a empresa faturou mais de R$ 4,8 milhões em 2019, como é o caso da Coco Bambu, ela paga 30% do valor do salário do funcionário suspenso. O restante, equivalente a 70% do valor do seguro-desemprego a que empregado teria direito, são pagos pelo governo.
Ao fim do período de suspensão, os trabalhadores têm estabilidade no emprego pelo mesmo período. Se a demissão ocorre antes, a empresa tem que pagar um multa equivalente a 100% dos salários a que o funcionário teria direito durante o período de garantia de emprego.
A empresa diz ter pago a multa ao calcular as rescisões, mas Ronald e Ronan dizem que, sem a possibilidade de renovar a suspensão de contrato previstas na MP 936, foi necessário enxugar as despesas.
"A gente praticamente não fez demissão no começo [da pandemia] e foi queimando caixa para manter os funcionários, até porque a gente achou que ia demorar menos para passar", diz Ronald. Novas demissões não estão descartadas, a depender da velocidade com que a atividade econômica seja retomada.
Com informações da FOLHAPRESS

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