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Governo do Ceará entrega brinquedopraça e academia aos moradores de Uruburetama

 O município de Uruburetama, na região do Litoral Oeste / Vale do Curu, recebeu, nesta terça-feira (20), dois novos equipamentos para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários: uma brinquedopraça e academia ao ar livre. Por meio de transmissão virtual, a secretária de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Socorro França, e a primeira-dama do Ceará, Onélia Santana, conduziram a solenidade que teve participação remota da secretária de Assistência Social da cidade, Virgínia Barroso, e dos deputados Leonardo Araújo (estadual) e Eduardo Bismarck (federal). No total, o Governo do Ceará realizou o investimento de R$ 155.191,21 para as novas instalações.


“Minha vontade era de estar no município, sentindo a energia das crianças. Mas, com toda cautela, estamos tendo o cuidado de entregar esses brinquedos totalmente adequados para o desenvolvimento infantil. Ao longo desse mês, dedicado à nossa infância, vamos beneficiar outras cidades com os equipamentos que integram o Programa Mais Infância Ceará. Nosso objetivo é um só: melhorar a vida da população cearense”, enfatiza a primeira-dama do Ceará, Onélia Santana.

Com a inauguração, o Governo do Ceará já realizou a entrega de 112 brinquedopraças, sendo 14 em Fortaleza, através do Programa Juntos por Fortaleza, e 98 no restante do território cearense. Mais 179 equipamentos estão em fase de execução ou licitação. “A criança, efetivamente, é um grande pilar no Ceará, pois tem o tempo de brincar, aprender e crescer. Antes, não tínhamos esses espaços de lazer para a população e isso está mudando, graças uma política de investimento do Governo do Ceará. É dessa forma que atua o governador Camilo Santana, com a visão de assistência social voltada para os que mais necessitam”, destaca a secretária Socorro França (SPS).

A moradora Lucineide Fernandes aprovou a instalação dos equipamentos na Praça Coração de Jesus. “A melhor coisa que o Governo fez foram esses espaços em nossa comunidade porque beneficiam as crianças e nós adultos. Além dos meus netos, que posso trazer para brincar aqui com os amiguinhos, ainda aproveito os aparelhos de ginástica com minha mãe, que tem 80 anos e não abre mão de cuidar da saúde”, finaliza.

Integração social

Os espaços de lazer para as crianças de três a 12 anos são áreas cercadas de 240m², com piso anti-impacto e oito brinquedos infantis: duas casinhas duplas, sendo uma com ponte de playground e outra com ponte de eucalipto, dois escorregadores com balanço triplo, duas gangorras e dois brinquedos em mola. O Estado oferta os equipamentos e cabe às prefeituras municipais garantir a conservação da praça e a manutenção dos brinquedos.


A academia ao ar livre, com área total de 100m², possui onze equipamentos para fortalecimento da musculatura, alongamentos e correção postural. Entre os equipamentos estão simuladores individuais de bicicleta, esqui, caminhada e de cavalgada, volante vertical duplo, alongador três alturas, twist lateral duplo, de rotação diagonal dupla e multiexercitador com seis funções, todos com placas de orientação para correta atividade.

Wiarlen Ribeiro - Ascom Gabinete da Primeira-Dama - Texto
Ariel Gomes - Fotos

Sesc arrecada alimentos na final do Campeonato Cearense 2020

 

Parceria foi fechada com os times do Fortaleza e Ceará, assim como Sistema Verdes Mares, e irá incentivar que os torcedores doem alimentos para o Mesa Brasil 


Com a proposta de unir esporte e solidariedade, o Serviço Social do Comércio do Ceará, Sesc-Ce, firmou parceria com os times cearenses, Fortaleza Esporte Clube e Ceará Sporting Club, para arrecadar alimentos durante a final do Campeonato Cearense de Futebol 2020, que acontece na próxima quarta-feira, 21/10, às 21:30. 


Intitulada Torcida Solidária, a ação estimula a doação de alimentos para o programa Mesa Brasil Sesc que atua na perspectiva de segurança alimentar e nutricional em todo o país, e no combate à fome e ao desperdício, atendendo mais de 450 instituições sociais no Ceará. “A ideia é levar, por meio do futebol, conforto, saúde e nutrição para as pessoas em estado de vulnerabilidade social. E a final do campeonato é uma grande oportunidade de alcançar ainda mais doadores para ajudar quem necessita e mostrar que não há rivalidade quando o assunto é solidariedade. Os adversários ficam apenas em campo, pois fora dele o espírito esportivo prevalece para unidos promovermos o bem-estar social”, afirma Maurício Filizola, presidente do Sistema Fecomércio Ceará. 

Durante a transmissão do jogo final, o público será convidado a contribuir com doações através do QR Code que ficará disponível na tela da TV Diário. O doador será encaminhado ao site Torcida Solidária para realizar o pagamento. 

Parceria 

Não é a primeira vez que o Sesc Ceará conta com a parceria dos times Fortaleza Esporte Clube e Ceará Sporting Club. Em maio deste ano, os clubes realizaram duas liveshows, respectivamente, em seus canais no Youtube, arrecadando um total de 7 toneladas de alimentos. 

Durante o aniversário de 106 anos do clube Ceará, a torcida do vozão se engajou e realizou doações para o Mesa Brasil em uma liveshow que durou mais de quatro horas. E desta vez não será diferente. Para o presidente do Ceará, Robinson de Castro, praticar a solidariedade é a grande vitória nesse momento. “O Ceará Sporting Club se une ao Projeto Mesa Brasil, nessa ação solidária em prol das pessoas mais necessitadas. Temos que ganhar o jogo também fora de campo”, afirma o presidente. 

Já no evento de lançamento do novo uniforme do Fortaleza, o QR Code para doações do programa também foi disponibilizado durante toda a liveshow na TV Leão. Para o presidente do clube, Marcelo Paz, é uma satisfação poder fazer parte de um projeto consistente e que impacta a vida de muitos cearenses. “Conheci o programa Mesa Brasil na sede da Fecomércio e me encantei com a grandeza, organização e com a quantidade de pessoas que são beneficiadas. Portanto, o Fortaleza Esporte Clube fica muito feliz de poder fazer parte dessa campanha de forma cada vez mais engajada”, explica. 

E o convite está feito para que os torcedores participem da final também fora de campo. “Pedimos aos torcedores que participem, que cheguem junto, que contribuam para tornar o sonho, a oportunidade de muitas pessoas se alimentarem, através desse programa. Entendo que é um gol de placa que está sendo realizado pelo Fortaleza, pelo Sesc e pelos clubes locais”, finaliza Marcelo Paz. 

Sobre o Mesa Brasil Sesc 

Presente no Ceará desde 2001, o programa atende no Estado mais de 450 instituições sociais, por meio de doações de alimentos e atividades educativas. São empresas, instituições e público em geral que contribuem para que o alimento chegue à mesa de quem mais precisa.  

Desde o início da pandemia de coronavírus no Ceará, o Mesa Brasil intensificou suas atividades e, entre os dias 01 de março e 30 de setembro, o programa doou mais de um milhão e meio de kg de alimentos, atendendo a mais de dois milhões de pessoas. Só no mês de setembro, o Programa doou mais de 290 mil kg de alimentos, conseguindo alcançar 495.574 pessoas, em 450 instituições e contando com 190 doadores. Esse montante só foi possível através de ações como as lives solidárias, parcerias com artistas como Wesley Safadão, e o projeto Sintonia do Bem, que em suas edições promoveu apresentações de artistas locais e nacionais com a finalidade de arrecadar donativos para o Mesa Brasil. 

Além de alimentação, o Mesa Brasil também fez chegar a diversas instituições equipamentos de proteção e outros itens essenciais no cenário atual. Entre as ações promovidas pelo programa, foram realizadas parcerias com empresas, para a desinfecção de instituições beneficentes que cuidam de crianças e idosos. Outras ações também beneficiaram os profissionais da saúde, como a distribuição de lanches e a doação de calçados especiais em unidades de saúde e hospitais. 


Assessoria de Comunicação - Ascom Cariri

Senador diz que escondeu dinheiro na cueca para proteger pagamento de funcionários

Correndo o risco de perder o mandato, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca na semana passada, alega aos colegas que tentou proteger o pagamento de seus funcionários. A informação é do jornalista Valdo Cruz, em seu blog no portal G1.

Segundo o jornalista, o senador enviou mensagem a colegas dizendo que "nunca tinha sido acordado pela polícia" e que, "num ato de impulso, protegi o dinheiro do pagamento das pessoas que trabalham comigo."

Foto: REUTERS/Adriano Machado


Senadores pressionam Chico Rodrigues para que ele esclareça a origem do dinheiro, fato que poderia ser um dos únicos a inocentar o parlamentar flagrado em situação constrangedora.

Ainda conforme apuração do jornalista da Globonews, Chico Rodrigues garantiu aos colegas que o dinheiro não era de corrupção e reafirmou "se levassem aquele dinheiro ninguém iria receber naquela semana".

O parlamentar justifica ainda a demora em apresentar sua defesa. Segundo ele, a repercussão imensa do caso o deixou “sem forças” e lamentou ter sido “massacrado” pelo seu silêncio.

Ele pede ainda para que seus colegas não o “condenem previamente” e faz um apelo para um julgamento realizado de “maneira sábia".

Chico Rodrigues, que era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no Senado, foi alvo de uma operação da Policia Federal que apura desvios de recursos que seriam empregados no combate à pandemia do novo coronavírus, que já vitimou mais de 150 mil pessoas no país.

Diante da repercussão negativa do episódio, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo afastamento do senador por 90 dias. A medida será analisada pela Corte na próxima quarta-feira (21).

Fonte: Yahoo Noticias

Covid-19: Brasil tem mais 271 óbitos e 15.383 novos casos em 24h

 O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde - divulgado nesta segunda-feira (19) - mostra que foram registrados 15.383 novos casos de covid-19 no Brasil. Desde o início da pandemia, o pais acumula 5.250.727 casos confirmados do novo coronavírus.


O número de mortes teve um acréscimo de 271 óbitos em 24 horas e elevou o total para 154.176.

De acordo com Ministério da Saúde, 4.681.659 brasileiros já se recuperaram da covid-19. Atualmente 414.892 pacientes estão em tratamento. 

Fonte: Agência Brasil

Cliente da Caixa pode contratar crédito habitacional por aplicativo

 A partir de hoje (19) está disponível a contratação de financiamento habitacional pela Caixa de forma digital. Pelo app Habitação Caixa, o usuário terá acesso a um serviço interativo, que abrange todas as fases do financiamento, desde o cadastro, até a aprovação.




Segundo o banco, o cliente poderá acompanhar todas as etapas do seu processo habitacional e, se necessário, resolver pendências pelo próprio aplicativo. Após todas as etapas concluídas na plataforma digital, o usuário precisará ir até uma agência da Caixa para a assinatura do contrato.

Como contratar


Para solicitar um financiamento, o cliente precisa baixar o aplicativo, efetuar a simulação de crédito e escolher a melhor condição apresentada. Nesta etapa, é possível ajustar os valores de entrada, o prazo, o indexador da taxa de juros, o sistema de amortização e a prestação máxima pretendida.

Na sequência, o usuário realiza seu cadastro e dos demais participantes da proposta, informa o município e o valor do imóvel. O envio de todos os documentos necessários à operação é feito pela plataforma, bem como a escolha do canal de atendimento, que poderá ser a Agência Digital ou um Correspondente Caixa Aqui. A agência física onde será assinado o contrato também é escolhida pelo cliente pelo aplicativo.

Em seguida, o cliente envia sua proposta para o banco e acompanha o processo no ambiente virtual.

No aplicativo, o cliente pode verificar se a sua proposta foi recebida, a ocorrência de pendências documentais e o resultado de sua avaliação de crédito. Também é possível acessar o boleto para pagamento da tarifa inicial de avaliação do imóvel pretendido e conferir o resultado do laudo.

O usuário pode ainda acompanhar de forma online a liberação dos recursos da sua conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em caso de utilização como entrada no financiamento, bem como a data prevista para assinatura do contrato.

O App Habitação Caixa está disponível para os sistemas operacionais Android e IOS, e pode ser baixado gratuitamente nas lojas GooglePlay ou AppStore.

Outros serviços relacionados ao contrato habitacional no app: emissão de boleto; alteração de dados do contrato; amortização do financiamento; inclusão de débito automático; liquidação antecipada; uso do FGTS; declaração de quitação anual de débitos; demonstrativo de valores pagos; extrato para Imposto de Renda.

Fonte : Agência Brasil

Adolescentes terão imunização ampliada contra meningite na rede pública

 

 A Campanha Nacional de Multivacinação, que vai até o fim de outubro, traz uma novidade para este ano. Pela primeira vez, adolescentes de 11 e 12 anos que forem até os postos de atendimento da rede pública receberão a vacina contra quatro sorogrupos da meningite meningocócica: A, C, W e Y.  A incorporação foi aprovada no início deste mês pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) com o objetivo de ampliar a proteção contra novos surtos mesmo em sorogrupos menos comuns.  Até o ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilizava apenas imunização contra o tipo C, responsável por cerca de 80% dos casos no Brasil, com doses distribuídas entre os 3 meses e os 14 anos de idade. “Nunca sabemos quando um novo surto pode acontecer. No Brasil, já tivemos surtos dos tipos A, B e C. Nos últimos, temos observado um crescimento dos casos do tipo W, principalmente na região Sul. É importante ampliar a cobertura desde já”, explica Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).  

Foto: TV  ZOOM

 

     A meningite meningocócica provoca inflamação na meninge – membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal – e possui uma letalidade elevada (entre 10% e 20% dos casos), sendo que 25% dos sobreviventes desenvolvem sequelas de longo prazo. Podendo ser causada por bactérias, fungos ou vírus, a doença possui maior gravidade quando originada pelo grupo de bactérias chamado Neisseria meningitidis (ou meningococos). Neste caso, as principais vítimas são crianças de até três anos. Porém, são os adolescentes o grupo de maior risco de contágio, uma vez que a maioria dos portadores da bactéria nessa faixa etária são assintomáticos, o que facilita a transmissão.  

 

     A ampliação da vacina contra o tipo C já ajudou a diminuir em mais da metade os casos de meningite meningocócica no Brasil. Até 2010, quando a vacina foi incorporada pelo SUS, cerca de três mil pessoas eram acometidas pela doença todos os anos, a maioria crianças. Já em 2019, foram registrados pouco mais de 1 mil casos, segundo o Ministério da Saúde. “Vacinar os adolescentes é a melhor forma de adquirir a imunidade de rebanho e evitar novos surtos.  Eles acabam transmitindo a bactéria sem ter ideia de que são portadores”, afirma. Juarez Cunha 

 

Meningite meningocócica 

 

O que é?  Inflamação da membrana que recobre o cérebro e a medula espinhal (meninge). Também pode ser causada por vírus e fungos, mas a versão provocada pelas bactérias Neisseria meningitidis, ou meningococos, são as mais graves, especialmente em crianças de até três anos. Essa versão é encontrada em 12 tipos, sendo os tipos A, B, C, W e Y os mais comuns. Já os idosos são mais suscetíveis às meningites causadas pelas bactérias Streptococcus, ou pneumococos. 

 

Sintomas. Desenvolvem-se rapidamente e podem levar à morte em até 48 horas. Na maioria dos casos, os pacientes começam apresentando febre, seguida de vômito e dores na nuca.  Os sobreviventes podem sofrer sequelas como surdez, alterações cerebrais e amputações. 

 

Vacinas disponíveis. Contra o tipo C, a vacina é disponibilizada pelo SUS em quatro doses: aos 3, 5 e 12 meses, e depois aos 5 ou 6 anos. Já os adolescentes entre 11 e 12 anos têm agora disponível a vacina conjugada ACWY, contra quatro sorogrupos da bactéria.  

 

 Por Frederico Cursino; Agência Einstein

Alzheimer na Periferia – sob olhar dos cuidadores, documentário expõe impacto da doença na vida das famílias

 De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Alzheimer é o tipo mais comum de demência, representando cerca de 70% de todas elas. Mesmo assim, a doença ainda é considerada um tabu. “É algo que ninguém quer ver, ninguém quer falar. E quando o assunto é abordado, é sempre do ponto de vista médico ou a partir de relatos que não condizem com a realidade da maioria da população. A falta de informação é tão grande que ainda hoje não temos dados concretos de quantas pessoas têm a doença”, afirma Jorge Félix, gerontólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP). Para ampliar a discussão do tema e, principalmente, mostrar as dificuldades reais de pacientes com a doença e seus cuidadores, desde setembro está disponível no YouTube o premiado documentário “Alzheimer na Periferia”. Produzido pela Malabar Filmes a partir do argumento original de Jorge Félix, o longa metragem conta a história de cinco famílias da periferia de São Paulo que convivem diariamente com a doença.

Foto: Portal amigo do Idoso

 

“O que mais faz falta na minha vida hoje é o trabalho. Quando eu tive que vender as lojas e parar de trabalhar para cuidar das minhas tias, eu fiquei muito deprimido, porque é horrível você não ter trabalho. Principalmente de segunda-feira, quando eu ouço as pessoas se levantarem, ligarem os carros e irem trabalhar”. Desde que descobriu que sua tia Leonor tinha Alzheimer, o administrador de empresas Paulo Saudek teve de tomar a difícil decisão de vender as lojas da família e abandonar o trabalho para se tornar cuidador em tempo integral. A escolha lhe rendeu a solidão e o consumo excessivo de álcool e cigarro. Ele terminou os poucos namoros que teve para não abandonar a tia com Alzheimer e a mãe já idosa. Nunca se casou e pouco saía de casa. Assim como ele, outros quatro personagens centrais escolhidos para o documentário contam como suas vidas mudaram quando um familiar recebeu o diagnóstico da doença.

 

“A proposta era que o documentário tivesse utilidade pública. O que me apaixonou na ideia do Jorge era a possibilidade de contar essa história de uma forma mais poética e humana e menos jornalística para que chegasse ao maior número de pessoas possível. Nosso critério foi a diversidade de dores”, explica Albert Klinke, diretor do longa-metragem. Logo nas primeiras conversas sobre o projeto dois importantes aspectos que conduziriam o trabalho foram definidos: a cidade de São Paulo como protagonista no tratamento da doença e o destaque para as impressões e sentimentos dos cuidadores.

 

A cidade, o cuidador e os sentimentos de culpa e frustração

 

As cinco famílias escolhidas entre mais de cem entrevistadas moram nas periferias da capital paulista: Cidade Dutra e Jardim Imbé, na zona sul e ainda Vila Nova Brasilândia, bairro do Limão e Brasilândia, na zona norte. “Queríamos mostrar as dificuldades de locomoção e acesso aos equipamentos de saúde e assistência social vividos por uma maioria da população, as adaptações das casas e autoconstruções feitas com pouco dinheiro para tentar facilitar o dia a dia. Apesar de a doença estar espalhada, estes serviços estão concentrados no centro e nos melhores bairros”, afirma Jorge Félix.

 

Soma-se a isso o papel fundamental e difícil dos cuidadores que na maioria das vezes é deixado de lado nas reportagens, nos filmes e novelas. “O documentário mostra o desgaste do cuidador em muitos aspectos. O que permeia tudo é sempre a frustração. São pessoas que têm de abrir mão das suas vidas, do que gostam de fazer, do trabalho, do namoro”, continua o gerontólogo.

 

“É difícil, mas é aquele ditado: comeu a carne, agora rói o osso. Eu fico com dó de ver ele assim. Às vezes eu perco a paciência com ele. E minhas filhas dizem que eu preciso sair, mas eu fico com dó de deixá-lo (sozinho). E todos os lugares que vou, levo ele”. Em desabafo, Maria José Pereira, cuidadora do marido Daniel Alves Pereira desde a descoberta do Alzheimer, conta com lágrima nos olhos, que após oito anos de relacionamento, a doença se manifestou. “Tudo se acaba”. A vida passou a ser em função do companheiro: banho, comida na boca, consultas médicas, fisioterapia, atenção nos remédios. 

Vencedor de seis prêmios – entre eles o My True Story Film Festival, dos Estados Unidos –, “Alzheimer na Periferia” estreou em 2018 em poucas salas de cinema. “Tivemos muita dificuldade para divulgar o filme e recebemos muitas negativas. Então optamos pelo caminho alternativo e contamos com a ajuda das universidades e dos professores”, conta Albert Klinke. Agora, disponível na internet, os idealizadores esperam atingir mais pessoas. “É preciso difundir o assunto porque a população está envelhecendo. Não podemos esconder embaixo do tapete. Em muitos bairros da   periferia, a palavra Alzheimer não existe e a pessoa com a doença é chamada de gagá, de demente. Isso faz com que as pessoas não procurem médico, com que o diagnóstico seja tardio e que a procura pelos medicamentos oferecidos de graça pelo SUS (Sistema Único de Saúde) seja baixa”, pondera o gerontólogo.

 

(Fonte: Por Cristiane BomfimAgência Einstein)