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» » » » Bolívia volta aos poucos à normalidade após mais de um mês de crise





A Bolívia retornava gradualmente à normalidade nesta segunda-feira (25), após mais de um mês de convulsão social, depois que o governo de transição e os movimentos sociais, muitos deles leais ao ex-presidente Evo Morales, concordaram com a paz, após a convocação de uma nova eleição.
A aprovação unânime no Congresso e a subsequente aprovação pela presidente interina de uma lei que permitirá a convocação de novas eleições gerais, em data a ser determinada, conseguiram descomprimir a pior crise das últimas três décadas.
"Estamos voltando à normalidade depois de algo tão difícil e dramático", resumiu a presidente interina, Jeanine Áñez, nesta segunda no Palácio do Governo.
A maioria das vias terrestres está aberta para o tráfego, com exceção da região central de Chapare, onde os sindicatos dos plantadores de folha de coca, ligados a Morales, continuaram a fazer bloqueios.
Os "cocaleros" exigem justiça para os nove agricultores mortos em 15 de novembro na região de Sacaba (centro), durante uma repressão de forças conjuntas do exército e da polícia que os impediram de fazer uma marcha em direção a Cochabamba, onde pretendiam realizar um comício.
"Os bloqueios continuam em diferentes pontos, apesar do acordo assinado" no domingo com o governo, disse o coronel Franz Celis, vice-comandante da polícia de Cochabamba, cuja jurisdição é Chapare.
Apesar disso, "o diagnóstico é muito encorajador", disse Wilson Santamaría, vice-ministro de Segurança Cidadã, que previa que nas próximas horas "o transporte entre os departamentos (estados) vai fluir sem nenhum problema".
O tráfego urbano nas principais cidades bolivianas, como La Paz e Santa Cruz, centro de protestos civis que causaram a queda de Morales, também retornou ao normal após o restabelecimento do fornecimento de combustível.
Os restaurantes, que durante os dias de conflito foram fechados, abriram novamente ao público.
- Novas eleições a caminho -
Os conflitos políticos que em mais de um mês causaram 33 mortes - a última vítima é um estudante universitário que faleceu no domingo em decorrência de seus ferimentos - deram lugar a discussões para organizar uma nova eleição com novas autoridades eleitorais.
O próximo pleito, a ser realizado numa data definida pelo novo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), não contará com a participação de Morales pela primeira vez desde 2002. Já seu partido Movimento Ao Socialismo (MAS) está plenamente habilitado para concorrer.
Após o anúncio do acordo, o Congresso, onde o MAS tem a maioria, excluiu o ex-presidente do futuro processo eleitoral de acordo com um artigo da Constituição que proíbe a reeleição após dois mandatos consecutivos.
Morales, que permaneceu quase 14 anos no poder, tentou modificar essa regra por meio de um referendo, no qual foi derrotado em 2016. Em seguida, o ex-presidente recorreu à justiça e obteve autorização para concorrer nas últimas eleições.
Em 20 de outubro, ele conseguiu ser reeleito após uma apuração na qual foram apontadas várias irregularidades, de acordo com uma auditoria preliminar da Organização dos Estados Americanos (OEA).
- Magistrados eleitorais -
O Congresso provavelmente se reunirá na terça-feira para aprovar o regulamento da nova lei de convocação eleitoral e iniciar o processo de seleção de seis membros encarregados do TSE. O sétimo é nomeado pela presidente de transição por uma prerrogativa constitucional.
"Estamos convocando para amanhã, terça-feira, a Assembleia Legislativa e aprovar este regulamento para que bolivianos e bolivianas interessados em poder ser membros eleitorais" possam participar do processo de seleção", disse a presidente do Senado, Eva Copa, do MAS.
Áñez deu nesta segunda o primeiro passo para nomear o cientista político Salvador Romero Ballivian como seu delegado no TSE. Romero já integrou esse órgão entre 2004 e 2008 como delegado do ex-presidente Carlos Mesa.
"É necessário redescobrir a missão autêntica do tribunal eleitoral como uma instituição independente dos poderes e partidos", disse Romero, em relação ao descrédito em que o tribunal anterior caiu, cujos membros são presos indiciados por fraude eleitoral nas eleições anuladas de outubro.
"Nas eleições limpas, os valores do regime democrático se cristalizam", acrescentou.
AFP

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