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» » » Juros futuros fecham em baixa com foco na agenda de reformas




No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2021 cedeu de 4,65% para 4,61% e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 6,60% para 6,55% Os juros futuros encerraram a sessão regular desta quarta-feira (18) em queda, num ajuste de posições após o forte avanço das taxas futuras na terça (17), quando predominou uma leitura mais conservadora da ata da reunião de semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
O andamento da agenda de reformas também foi acompanhado pelos investidores e ajudou na redução de prêmio de risco hoje, enquanto dados de inflação acima do esperado foram apenas monitorados e não chegaram a influenciar os negócios.
No fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 cedeu de 4,65%, no ajuste anterior, para 4,61%; a do DI para janeiro de 2022 recuou de 5,42% para 5,35%; a do contrato para janeiro de 2023 passou de 5,99% para 5,92% e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 6,60% para 6,55%.
O otimismo dos agentes do mercado com a perspectiva de andamento da agenda de reformas econômicas foi renovado nesta quarta-feira. Ainda pela manhã, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a comissão mista que analisará a reforma tributária contará com 15 deputados e 15 senadores e funcionará durante o recesso parlamentar. “É importante que possamos ter ainda no primeiro semestre de 2020 um novo sistema tributário”, disse.
Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a proposta tributária do governo será encaminhada direto para a comissão mista para ser incorporada aos textos que já existem. “É uma tolice mandar outra PEC para tumultuar o jogo”, afirmou Guedes durante entrevista coletiva, na qual fez um balanço sobre o ano de 2019 e falou sobre as metas para 2020.
Com o andamento da agenda de reformas de volta ao radar dos investidores, os juros futuros operaram em queda em toda a curva. Durante o pregão, as taxas intermediárias e longas chegaram a registrar queda de mais de 10 pontos-base, mas parte do movimento perdeu força. A retirada de prêmio da curva, porém, ocorreu desde o início do dia, em correção à forte alta observada ontem nas taxas.
“Os juros futuros subiram ontem e voltaram para um nível mais confortável para aplicação com objetivo de longo prazo”, afirmou José Raymundo Faria Junior, sócio e diretor da Wagner Investimentos. De acordo com ele, os contratos estão em tendência de alta de médio prazo, mas, no longo prazo, seguem em queda, o que favorece posições aplicadas na curva a termo.
Selic
A ata da última reunião do Copom do ano gerou a interpretação, para alguns agentes do mercado, de que talvez o atual ciclo de afrouxamento monetário possa ter encerrado na semana passada. Essa é a avaliação da consultoria inglesa Capital Economics, que projeta a Selic inalterada em 4,50% ao longo de 2020 e 2021.
“Concordamos que o ciclo de flexibilização terminou em dezembro, mas pensamos que os analistas que esperam alta nas taxas estão muito adiantados. É provável que o grande hiato do produto mantenha as pressões subjacentes sobre os preços contidas e, embora o crescimento se fortaleça em 2020, não será suficiente para garantir taxas mais altas”, diz a equipe da consultoria em relatório enviado a clientes.
Os negócios no mercado de juros também foram influenciados pela cautela antes da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), do Banco Central, nesta quinta (19). Após o RTI, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, concederá uma entrevista coletiva, onde pode dar pistas sobre os rumos da política monetária brasileira.
A expectativa pelo RTI tem aumentado após leituras bem mais fortes do que o esperado pelo mercado de indicadores de inflação. Nesta quarta, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo acelerou para 1,13% na segunda prévia de dezembro, após ter ficado em 0,80% na primeira leitura do mês. Já a FGV relatou que a segunda leitura do IGP-M de dezembro avançou 2,06%, depois de ter anotado 1,83% na primeira medição.
Victor Rezende

Valor Econômico





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