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» » » » Quem era Qassem Soleimani, general iraniano morto em ataque dos EUA



Próximo do líder supremo, Soleimani era um dos homens mais poderosos do Irã
Ele era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar do país
Sob ordens diretas do presidente Donald Trump, os Estados Unidos mataram o general iraniano Qassem Soleimani em um bombardeio ao Aeroporto de Bagdá na noite de quinta-feira (2). Mas quem era o militar e por que ele se tornou um alvo do Pentágono?

Aos 62 anos, o general Soleimani liderava a força Al-Qods dos Guardiões da Revolução, e coordenava as operações no exterior – especialmente no Iraque e na Síria. No Irã, ele era visto como herói e atuava como cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país.
Qassem Soleimani também era muito próximo do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, o que o tornava um dos homens mais poderosos do país. Nas últimas décadas, ele sobreviveu a diversas tentativas de assassinato.
Sob liderança de Soleimani, o Irã reforçou o apoio ao Hezbollah, no Líbano, e outros grupos militantes pró-iranianos. O general também foi responsável por expandir a presença militar do Irã na Síria e coordenar a ofensiva do governo de Bashar al-Assad contra grupos rebeldes. No Iraque, ele apoiou um grupo xiita paramilitar que ajudou a combater o Estado Islâmico.
Carismático e muitas vezes evasivo, o comandante era reverenciado por alguns, odiado por outros, e motivo de memes e idolatria nas redes sociais.
Sua morte acontece em meio ao aumento de tensão entre EUA e Irã. No domingo (29), um ataque dos Estados Unidos na fronteira do Iraque com a Síria deixou mortos 25 combatentes das Forças de Mobilização Popular do Iraque.
Em retaliação, milicianos do Iraque invadiram a embaixada americana em Bagdá na terça-feira (31). O presidente Donald Trump acusou o Irã de estar por trás do ocorrido, e prometeu uma resposta que veio dois dias depois, com o ataque ao Aeroporto de Bagdá que matou Soleimani.
No momento do ataque na noite de quinta-feira, Trump postou uma bandeira dos Estados Unidos em seu perfil no Twitter:

(Foto: Office of the Iranian Supreme Leader via AP, File)

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