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» » » » » Tomar remédio por conta própria é hábito que traz riscos à saúde



 O que você costuma fazer ao sentir dor ou mal estar no corpo? Mesmo sem prescrição médica, muitas pessoas não pensam duas vezes antes de ir à farmácia e comprar um medicamento na tentativa de aliviar o desconforto. Apesar de comum, a automedicação é uma prática perigosa que oferece inúmeros problemas à saúde e pode, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), matar 10 milhões de pessoas por ano até 2050 em todo o mundo.

Além do risco de morte, uma pessoa que insiste em tomar remédio por conta própria fica suscetível a várias complicações. Entre elas, reações alérgicas, intoxicação e até mesmo dependência. Esse é o alerta feito pela coordenadora de Política de Assistência Farmacêutica da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Fernanda França.
De acordo com a especialista, a automedicação também pode, a depender do caso, agravar um quadro de saúde. “O uso irracional de medicamentos pode ocasionar o agravamento de uma doença, uma vez que sua utilização indevida faz com que determinados sintomas desapareçam. Dessa forma, a pessoa não vai saber qual problema de fato tem e, com isso, não vai tratá-lo de maneira correta”, orienta.

Precaução

Foi na infância que a jornalista Ludmila Nascimento, 30, percebeu que era alérgica a ácido acetilsalicílico. Presente em diversos medicamentos, a substância anti-inflamatória é eficaz no alívio de febre e dor. Após a descoberta do problema, Ludmila redobrou a atenção. “Eu não posso tomar muitos remédios, incluindo alguns antibióticos. Então, desde pequena eu preciso ter muito cuidado ao ser medicada. Eu sempre deixo clara minha condição para os profissionais”, afirma.

Embora diante dos perigos evidentes, grande parte da população brasileira não tem a mesma cautela e insiste em se automedicar. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia, por meio do Instituto Datafolha. Realizado ano passado, o estudo mostrou que a automedicação é um hábito entre 77% dos brasileiros que usaram medicamentos num período de seis meses. Das 2.074 pessoas que participaram do levantamento, quase metade (47%) usa remédio sem prescrição médica pelo menos uma vez por mês.
De acordo com a farmacêutica Fernanda França, a variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica e a facilidade de comercialização de remédios estão entre os fatores que estimulam a automedicação na sociedade. A especialista também chama atenção para a busca por sintomas na internet que, na visão dela, é totalmente arriscada e muitas vezes resulta na compra de remédios errados. “A rotina turbulenta e o adiamento dos cuidados com a saúde, como consultas de rotina, por exemplo, contribuem ainda mais para esse cenário. Pela conveniência, muitas pessoas se habituaram a pesquisar online e, assim, tentar resolver todo tipo de problema, o que oferece inúmeros riscos”, lembra.

Orientação

Anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos e relaxantes musculares figuram na lista de medicamentos mais utilizados por quem se automedica. Caso uma pessoa passe mal ao se automedicar, ela deve procurar atendimento na unidade de saúde mais próxima. É fundamental levar a caixa ou o frasco do fármaco usado. Com isso, o profissional conseguirá agir de maneira mais rápida para tratar o problema.
“Uma atenção especial deve ser dada aos medicamentos que só podem ser liberados mediante prescrição médica. Nesse contexto, os antibióticos merecem destaque, pois o seu uso abusivo pode facilitar o aumento da resistência de micro-organismos. Isso compromete a eficácia de tratamentos e reduz o arsenal terapêutico a ser utilizado em outras situações”, ressalta Fernanda.

Diego Sombra - Ascom Sesa - Texto e Fotos

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