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» » » Ibovespa fecha em alta de 2,15%, aos 93.002 pontos

A forte liquidez pelo mundo após medidas de estímulo para combater a pandemia e juros baixos tornam o mercado mais inclinado ao risco, o que justifica o recente rali da bolsa brasileira. A desvalorização dos preços dos ativos em meio a crise, dados econômicos melhores do que o esperado e certa calmaria no campo político interno corroboram para o movimento comprador.
Após ajustes, o Ibovespa fechou em 93.002 pontos — valorização de 2,15%. Este foi o quarto pregão consecutivo de ganhos e o maior nível em três meses, desde 6 de março, quando o Ibovespa fechou nos 97.996 pontos.
Na máxima intradiária, o Ibovespa chegou a 93.710 pontos, alta de 2,92%.
O Ibovespa ganhou tração nas últimas duas semanas de maio, quando fechou acima dos 81 mil pontos no dia 18. Desde então, até hoje, a alta chega a 20%.
O forte volume de recursos no mercado é nítido ao observar o giro financeiro do Ibovespa, que totalizou somente hoje R$ 30,8 bilhões, bem acima da média diária do ano de R$ 20 bilhões.
“Há liquidez muito forte no mundo inteiro e, na margem, o efeito da pandemia parece menos pior do que se estimava”, diz um gestor, que prefere não ser idenfiticado.
Um dado econômico que deu fôlego hoje foi da produção industrial brasileira, que contraiu 18,8% em abril, de acordo com o IBGE, menos do que o projetado, de contração acima de 30%.
O gestor acrescenta que o temor em torno dos efeitos econômicos da pandemia teve forte impacto sobre o preço das ações, deixando assim a bolsa brasileira atrativa em termos de preço.
Em 2020 até a mínima dos 63.569 pontos em 23 de março, o Ibovespa havia caído 45%. Até hoje, a queda no ano é de 19,6%, mesmo com a recuperação recente.
Leonardo Morales, gestor de renda variável da Macro Capital, explica que há uma rotação de ativos, ou seja, a troca daqueles mais defensivos por ativos mais cíclicos ou mais arriscados. Este movimento, segundo ele, é global e ocorre exatamente com os estímulos fiscais e monetários, reabertura de economias e menor preocupação com uma segunda onda de contaminações pela covid-19.
No mercado de ações, os bancos lideram esse movimento e foram mencionados pelos gestores como as oportunidades de compra na bolsa brasileira. “Embora a economia esteja deprimida e os lucros baixos, chegou um momento de menos risco. Os preços não estão baratos, mas não estão caros, e os juros estão baixos. É o momento favorável para tomar um pouco de risco”, comenta Fernando Siqueira, gestor da Infinity Asset.
Para ele, além dos bancos, o varejo físico, cujo preço das ações caiu forte com o isolamento social, pode se beneficiar.
Somente no pregão de hoje, Banco do Brasil ON, por exemplo, subiu 5,88% e, um mês, avança 21,33%. Já Itaú Unibanco ganhou 2,65% hoje e 12,94% em um mês.
Outros ativos penalizados pela crise se recuperam, caso das companhias aéreas Gol PN e Azul PN, que subiram hoje 16,41% e 10,15%, respectivamente. Em um mês, os ganhos somam 42,3% e 7,1%.
O Ibovespa também tem forte composição do setor de commodities, cujo preço têm se recuperado desde meados de maio. Vale ON subiu 0,45% nesta sessão, mas acumula avanço de 18,7% em um mês, com o minério de ferro acima de US$ 100 a tonelada.
Já Petrobras PN subiu 0,33% hoje e a ON, 0,91%. Em um mês, os ganhos ultrapassam 18% com a retomada do petróleo para quase US$ 40 o barril.

Marcelle Gutierrez
Valor Econômico

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