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» » » Brasil bate recorde e elege 25 pessoas trans para câmaras municipais em 2020

As eleições municipais deste domingo (15) foram marcadas pela chegada de candidaturas significativas às câmaras municipais pelo País quando o assunto é diversidade. Levantamento da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) aponta que o Brasil teve 25 pessoas transexuais e travestis eleitas em 2020. De acordo com a organização, ao todo, foram 294 candidaturas trans registradas em todo o Brasil - e o número tanto de candidaturas, quanto de pessoas eleitas, representa um recorde.



A professora de literatura, educadora popular e ambientalista Duda Salabert (PDT), de 38 anos, foi a primeira mulher trans eleita vereadora de Belo Horizonte . Com 99,96% das urnas apuradas, ela foi a vereadora com maior número de votos na capital — mais de 37,5 mil, um patamar bastante alto para uma primeira candidatura. 

Em 2018, ela também foi a primeira trans a concorrer a uma cadeira no Senado e obteve a maior votação do Psol, seu partido à época, em Minas, com 351.874 votos (cerca de 1,99% dos votos válidos), mas não conseguiu ser eleita. 

Já Erika Hilton (Psol), de 26 anos, foi eleita primeira vereadora trans e negra da cidade de São Paulo. Com 99,9% das urnas apuradas, ela conquistou 50,5 mil votos e ficou em 6º lugar na corrida eleitoral. Antes, Hilton ocupava o cargo de co-deputada pela Bancada Ativista, na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

Ainda na capital paulista, Thammy Miranda (PL), também foi eleito e ocupou o 9º lugar com 43.297 votos. Esta é a primeira vez que uma mulher e um homem trans são eleitos para cargos na Câmara Municipal da cidade.

O resultado deste ano foi expressivo e superou o das eleições municipais de 2016. Segundo a associação, naquele ano, o país contabilizou 89 candidaturas de pessoas trans e, destas, apenas 8 pessoas tinham sido eleitas. 

Com as 294 candidaturas de mulheres transexuais e homens trans concorrendo nas eleições municipais de 2020, houve um aumento de 150% em relação ao pleito de 2016, segundo a Antra, que realiza o monitoramento desde 2014.

Entre as eleitas, a organização aponta que 15 disputaram por partidos de esquerda (6 PSOL, 4 PT, 3 PDT, 1 PV e 1 PSB), 7 pelo centro (Pros, Avante, MDB e PSDB) e 2 pela direita (PL e Democracia Cristã). Sendo um homem trans e as demais travestis e mulheres trans.

Na divisão por regiões, as pessoas trans eleitas estão localizadas em: Sudeste (18); Nordeste (2); Sul (4); e Norte (1). Destas, 33% são pessoas negras. Até o momento, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não divulgou dados oficiais sobre candidatos eleitos que retificaram o nome social nas eleições deste ano.


Editora sênior, HuffPost Brasil

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